A UNITA na Diáspora, na Namíbia, felicitou, esta quarta-feira, o povo namibiano por ocasião do Dia dos Heróis, assinalado a 26 de Agosto, e destacou a importância da preservação da memória histórica da luta de libertação da Namíbia e dos laços de solidariedade entre os povos angolano e namibiano.
Numa mensagem assinada pelo coordenador pela Mobilização da UNITA na Diáspora – Namíbia, Pedro Paulo Pessela Ulica, a organização prestou homenagem aos homens e mulheres que deram a vida pela liberdade, autodeterminação e independência da Namíbia.
Na mensagem, o dirigente considera que o 26 de Agosto constitui igualmente uma oportunidade para recordar todos aqueles que contribuíram para a libertação da África Austral.
Pedro Paulo Pessela Ulica defende que a história da independência da Namíbia não deve ser analisada de forma isolada dos acontecimentos registados na África Austral, destacando o papel desempenhado por Angola durante a luta de libertação namibiana.
Segundo a mensagem, Angola acolheu milhares de namibianos e disponibilizou território para actividades de organização, formação e apoio à luta de libertação, tendo igualmente suportado consequências humanas e materiais resultantes dos conflitos que afectaram a região.
O responsável menciona, entre outros episódios históricos, o massacre de Cassinga, ocorrido em 1978, como um dos acontecimentos que demonstram a ligação entre a história da libertação da Namíbia e o território angolano.
Para a UNITA na Diáspora – Namíbia, reconhecer a contribuição de Angola não diminui o papel dos heróis namibianos, mas permite uma leitura mais abrangente da história regional.
A organização recorda igualmente o sofrimento de cidadãos angolanos, civis e combatentes, no contexto dos conflitos associados à luta contra o colonialismo, o apartheid e a ocupação estrangeira.
Na mensagem, Pedro Paulo Pessela Ulica manifesta preocupação com relatos de cidadãos angolanos residentes na Namíbia que alegam ser vítimas de tratamento discriminatório e do uso pejorativo da expressão “Ovambwela”.
O dirigente considera que, caso a expressão esteja a ser utilizada com o propósito de humilhar, excluir ou inferiorizar cidadãos angolanos, a prática deve ser repudiada.
“Não levantamos esta questão para criar conflito entre angolanos e namibianos”, afirma, defendendo que a abordagem deve contribuir para preservar a fraternidade entre os dois povos.
A mensagem sustenta ainda que a independência da Namíbia deve estar associada aos valores da liberdade e da dignidade humana, que devem abranger todas as pessoas que residem legalmente no país, independentemente da sua nacionalidade, origem, língua ou cultura.
A UNITA na Diáspora – Namíbia defende igualmente que a história da libertação deve ser transmitida às novas gerações de forma equilibrada, sem apagar o contributo dos heróis namibianos nem o sofrimento provocado pela guerra às populações angolanas.
Para a organização, a memória dos conflitos deve servir para promover a paz, a democracia, os direitos humanos, a tolerância e a convivência entre comunidades.
“O sangue derramado ontem não deve ser utilizado para alimentar o ódio hoje”, refere a mensagem.
A organização reafirma, neste contexto, o seu compromisso com a paz, o Estado de Direito, os direitos humanos, a justiça social e o fortalecimento das relações de boa vizinhança entre Angola e Namíbia.
Pedro Paulo Pessela Ulica considera que os dois países devem continuar a construir uma relação assente no respeito mútuo e na memória histórica, defendendo a promoção do diálogo e da cooperação entre os povos.
Por ocasião do Dia dos Heróis, a UNITA na Diáspora – Namíbia apela ainda à preservação da memória daqueles que tombaram durante a luta de libertação e considera que o seu legado deve constituir uma ponte entre Angola e Namíbia.
A mensagem termina com uma saudação ao povo namibiano e com votos de paz, liberdade, democracia e dignidade humana para a República da Namíbia.
