A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) apelou hoje aos países dos BRICS+ e às Nações Unidas para que coloquem a questão de Cabinda na agenda internacional e reconheçam o direito do povo cabindês à autodeterminação.
Num comunicado divulgado por ocasião da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a organização defendeu que a situação de Cabinda deve ser analisada à luz dos princípios do direito internacional, incluindo o direito dos povos à autodeterminação, a descolonização e a resolução pacífica de diferendos.
A FLEC apelou aos países dos BRICS+ para que apoiem a abertura de um processo internacional destinado a encontrar uma solução política para a questão de Cabinda, considerando que estes países podem desempenhar um papel relevante na promoção do diálogo, da paz e do respeito pelo direito internacional.
A organização pediu igualmente à Assembleia Geral das Nações Unidas que inscreva oficialmente a questão de Cabinda na sua agenda e analise o estatuto do território à luz do direito internacional.
“A questão de Cabinda” deve, segundo a FLEC, ser objeto de uma análise internacional, defendendo a organização que o processo seja conduzido com responsabilidade, imparcialidade e respeito pelo direito dos povos.
A FLEC reafirmou ainda a sua disponibilidade para participar num processo político, pacífico e diplomático, sob a égide das Nações Unidas, com vista a alcançar uma solução que considere compatível com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
O comunicado é assinado pelo porta-voz da FLEC, Jean Claude Nzita, e é datado de 22 de setembro de 2026.
Fonte: Club-k.net
