O Dia Mundial Sem Carro, assinalado esta terça-feira, 22 de Setembro, voltou a colocar em discussão os impactos ambientais provocados pelo uso excessivo de automóveis e a necessidade de promover alternativas de mobilidade mais sustentáveis.
A data procura sensibilizar a população para a utilização responsável dos veículos e incentivar o recurso a transportes públicos, bicicletas, caminhadas e outras formas de deslocação com menor impacto ambiental.
Em Angola, apesar da importância dos automóveis para a mobilidade de pessoas e bens, cidadãos ouvidos sobre a iniciativa consideram difícil passar 24 horas sem utilizar viaturas, sobretudo para quem percorre longas distâncias diariamente.
Alguns defendem, contudo, que o automóvel deve ser utilizado apenas quando necessário, apontando a bicicleta e as deslocações a pé como alternativas para determinados trajectos.
Menos carros, menos poluição
Para o ambientalista Rafael Lucas, a iniciativa deve ser encarada como um momento de reflexão sobre a dependência dos transportes individuais e os problemas causados pelo congestionamento automóvel nas cidades.
“Esta data não pretende simplesmente proibir a utilização de automóveis. O seu principal objectivo é incentivar uma reflexão sobre a dependência dos transportes individuais e promover alternativas de mobilidade mais limpas, mais seguras e sustentáveis.”
O especialista considera que o recurso a transportes colectivos, bicicletas, caminhadas e partilha de viaturas pode contribuir para reduzir o congestionamento, o consumo de combustíveis e a emissão de poluentes.
Segundo Rafael Lucas, os veículos movidos a combustíveis fósseis libertam gases e partículas resultantes da combustão, contribuindo para a degradação da qualidade do ar.
Entre os poluentes associados à circulação automóvel, o ambientalista destacou o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, os óxidos de azoto, o dióxido de enxofre e o carbono negro.
Impacto na saúde
A poluição atmosférica provocada pelo tráfego automóvel não representa apenas um problema ambiental, mas também uma preocupação de saúde pública, sobretudo nas zonas urbanas com elevada concentração de veículos.
O ambientalista defende, por isso, o reforço da arborização nas cidades e a realização de campanhas permanentes de educação ambiental e rodoviária.
A iniciativa do Dia Mundial Sem Carro procura, desta forma, incentivar uma reflexão sobre os hábitos de mobilidade e sobre a necessidade de conciliar as necessidades de deslocação da população com a protecção do ambiente e a qualidade de vida nas cidades.
