O Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, anunciou nesta terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, que as empresas do Grupo Sonangol foram excluídas do Programa de Privatizações (PROPRIV 2024-2026).
Do total de 49 empresas inicialmente incluídas no programa, 39 serão retiradas da lista, mantendo-se apenas 10 empresas para conclusão até Dezembro deste ano, explicou o governante no final do segundo Encontro da Comissão Nacional Interministerial do PROPRIV.
Ottoniel dos Santos destacou que a exclusão do Grupo Sonangol se deve à necessidade de aprofundar o processo de abertura do capital em bolsa, um procedimento que exige mais tempo do que o previsto inicialmente.
Além do Grupo Sonangol, também foram excluídas empresas do sector pesqueiro, como a Edipesca de Luanda e do Namibe, e ativos do sector hoteleiro, sob tutela do Ministério do Turismo, que passarão a ser alienados fora do programa estruturado.
Entre as 10 empresas que permanecem no PROPRIV até ao encerramento formal em Dezembro de 2026 estão: Endiama, Standard Bank, Unitel, TV Zimbo, Grupo Media Nova, TAAG, Nova Cimangola, Banco de Comércio e Indústria (BCI) e a Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial.
O PROPRIV, criado em 2019, tem como objetivo reduzir a presença direta do Estado na economia e incentivar a participação do sector privado. Até agora, 121 ativos públicos já foram privatizados, com contratos avaliados em 1,275 bilião de kwanzas, dos quais mais de 700 mil milhões de kwanzas já foram recebidos pelo Estado.
O Executivo prevê que, com o fim do PROPRIV, as privatizações passem a ser realizadas de forma pontual, de acordo com a estratégia económica e financeira do Estado angolano.
