Sismo de magnitude 5,4 sentido nas Lundas Norte e Sul sem causar danos em Angola

As províncias da Lunda Norte e Lunda Sul foram atingidas, nas primeiras horas desta quinta-feira, por um sismo de magnitude 5,4, com epicentro localizado na República Democrática do Congo, informou o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET).

O abalo sísmico foi sentido em várias localidades do nordeste de Angola e, segundo o chefe da Divisão de Geofísica do INAMET, Francisco Cayanga, tratou-se de um fenómeno de intensidade moderada.

Em declarações à Rádio Essencial, o responsável garantiu que, até ao momento, não foram registados danos materiais nem vítimas humanas na sequência do sismo, explicando que o fenómeno apresenta características compatíveis com a magnitude registada.

O ambientalista Rafael Lucas considerou que o abalo sísmico deve servir como um alerta para a necessidade de maior preparação do país perante eventuais ocorrências naturais.

Segundo o especialista, Angola, apesar de não integrar a lista dos países africanos com maior actividade sísmica, não está completamente imune a fenómenos desta natureza.

“Este fenómeno deve ser encarado com serenidade, mas também com responsabilidade. A sua ocorrência demonstra claramente que Angola também não está completamente imune a estes eventos naturais”, afirmou.

Rafael Lucas explicou que a região dos Grandes Lagos, no continente africano, apresenta uma maior dinâmica tectónica, podendo provocar movimentos sísmicos que, dependendo da magnitude e profundidade, podem ser sentidos em zonas fronteiriças de Angola.

Questionado sobre a possibilidade de o país registar sismos de maior intensidade, o ambientalista referiu que essa hipótese não pode ser totalmente descartada, uma vez que os sismos fazem parte dos processos naturais da crosta terrestre.

Entretanto, sublinhou que, actualmente, não existem mecanismos científicos capazes de prever com exactidão onde e quando poderá ocorrer um sismo de maior intensidade.

O especialista defendeu a importância do reforço da monitorização geofísica, da investigação científica e da sensibilização da população para melhorar a capacidade de resposta nacional perante eventuais fenómenos sísmicos.

O sismo de magnitude 5,4 registado nesta quinta-feira teve origem na República Democrática do Congo e foi igualmente sentido em algumas zonas próximas da região nordeste de Angola.

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