O Sindicato dos Professores (SINPROF) denunciou, esta segunda-feira, 21 de Setembro, alegados actos de intimidação contra professores que aderiram à greve no primeiro dia da paralisação, na província de Benguela.
Durante uma transmissão da Rede de Activistas de Benguela, representantes provinciais do SINPROF relataram ocorrências nos municípios da Catumbela e da Baía Farta, relacionadas com a colocação de materiais de mobilização para a greve.
Segundo os sindicalistas, no município do Lobito, responsáveis da área da Educação terão igualmente desenvolvido acções para convencer professores a regressarem às escolas e retomarem as aulas.
Perante estas situações, os representantes do SINPROF afirmaram ter orientado os seus líderes sindicais a apresentar participações às entidades competentes, incluindo a Brigada Escolar e o Serviço de Investigação Criminal (SIC).
Os casos relatados pelo sindicato não foram acompanhados, no conteúdo disponibilizado, de uma reacção das entidades mencionadas.
Os representantes do SINPROF afirmaram ter registado uma adesão generalizada à greve em vários municípios da província de Benguela, entre os quais Benguela, Cubal, Catumbela, Baía Farta e Lobito.
Os sindicalistas consideraram que a adesão reflecte a insatisfação dos professores perante questões que, segundo afirmaram, continuam por resolver no âmbito do caderno reivindicativo apresentado ao Ministério da Educação.
Entre as reivindicações destacaram a actualização das carreiras, realização de concursos internos, pagamento do subsídio de férias em folha separada, adequação do tempo de promoção ao regime probatório, pagamento do subsídio de exame aos detentores de cargos de direcção e chefia e redução da carga lectiva dos dirigentes sindicais.
Os responsáveis sindicais apontaram igualmente dificuldades relacionadas com as condições de funcionamento das escolas, incluindo falta de carteiras, água, casas de banho, manuais escolares, laboratórios e outros meios didácticos.
Defenderam que a melhoria da qualidade do ensino deve passar pela valorização dos professores e pela melhoria das condições de aprendizagem dos alunos.
O SINPROF afirmou, por outro lado, que continua disponível para negociar com o Ministério da Educação, tendo os seus representantes esclarecido que a continuidade das fases seguintes da greve dependerá da evolução das negociações.
A primeira fase da paralisação decorre de 21 de Setembro a 15 de Outubro de 2026, estando previstas outras fases entre Dezembro de 2026 e Junho de 2027.
