Produção petrolífera angolana pode crescer 6,5% em 2026, prevê Oxford Economics

A consultora britânica Oxford Economics prevê que a produção petrolífera de Angola atinja 1,14 milhões de barris por dia em 2026, representando um crescimento de 6,5% face à média diária de 1,07 milhões de barris registada em 2025, noticiou a agência Lusa.

Segundo a análise, o aumento da produção será impulsionado pela entrada em funcionamento de novos projectos petrolíferos iniciados no terceiro trimestre do ano passado, que deverão atingir a capacidade máxima ao longo do primeiro semestre do presente ano.

De acordo com a consultora, citada pela Lusa, a economia angolana mantém-se fortemente dependente do sector petrolífero, que representou cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% das receitas do Estado em 2024. Os analistas consideram que, perante a escassez de alternativas económicas viáveis, o país continuará a apostar na produção petrolífera, mesmo perante eventuais oscilações do mercado internacional.

Dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) indicam que Angola produziu, em Dezembro de 2025, um total de 31.863.172 barris de petróleo bruto, correspondentes a uma média diária de 1.027.844 barris, valor inferior à previsão mensal fixada em 1.080.238 barris por dia.

No mesmo período, o país exportou 35.258.138 barris, equivalente a uma média diária de 1.137.359 barris, superando a meta inicialmente prevista para o mês.

Comparativamente a Novembro de 2025, quando a produção média diária se situou em 1.060.660 barris, verificou-se uma redução mensal, embora os níveis de produção tenham permanecido acima de um milhão de barris por dia.

Em termos homólogos, os dados revelam um ligeiro aumento face a Dezembro de 2024, período em que Angola produziu 31.763.054 barris, com uma média diária de 1.024.615 barris.

Segundo dados oficiais citados pela Lusa, Angola arrecadou 24,4 mil milhões de dólares norte-americanos com exportações de petróleo em 2025, representando uma redução de 22,16% em comparação com 2024. No total, foram comercializados cerca de 357,10 milhões de barris de petróleo bruto.

O secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, afirmou que o crude angolano foi vendido, em média, a 68,4 dólares por barril no ano passado, registando uma queda de 14,19% em relação ao ano anterior. Os dados apontam igualmente para uma redução de 9,28% no volume das exportações face a 2024.

A China, Índia e Indonésia mantiveram-se como os principais destinos do petróleo angolano, representando 58,57%, 11% e 8,28% das exportações, respectivamente, segundo as autoridades do sector.

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