O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, deu um ultimato ao Presidente do país, Tamás Sulyok, fixando a meia-noite de hoje como prazo limite para a sua demissão, segundo declarações publicadas nas redes sociais e citadas pela imprensa internacional.
De acordo com agências internacionais, o chefe do Governo ameaçou deslocar-se ao palácio presidencial na segunda-feira caso o Presidente não abandone o cargo, num agravamento da tensão política em Budapeste.
Magyar, que venceu as eleições legislativas de 12 de abril, acusa Sulyok de ser “uma marioneta” do sistema político do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán e considera que o Presidente não reúne condições de autoridade moral para permanecer em funções.
Em resposta, o Presidente pediu à Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa em matéria constitucional, que avalie o enquadramento jurídico da situação, numa tentativa de encontrar uma solução dentro do quadro legal.
O novo Governo admite avançar com reformas constitucionais, incluindo a introdução de eleições presidenciais diretas, caso o chefe de Estado não se demita voluntariamente.
Fonte: Expresso
