Operações contra o Irão causam três mortos e vários feridos nas forças norte-americanas

Três militares norte-americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos durante operações militares contra o Irão, informou este domingo o Exército dos Estados Unidos da América.

Em comunicado divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos, através da rede social Facebook, as autoridades militares norte-americanas referem que vários outros militares “sofreram ferimentos ligeiros por estilhaços e concussões”, encontrando-se já “em processo de regresso ao serviço”, acrescentando que a situação no terreno permanece “instável”.

As forças norte-americanas indicaram ainda que as principais operações de combate vão continuar, não tendo sido divulgados pormenores adicionais sobre as circunstâncias exactas das baixas registadas.

Este é o primeiro anúncio oficial de mortes de militares dos Estados Unidos no âmbito da operação militar contra o Irão, numa escalada de violência que inclui a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, bem como ataques de retaliação de Teerão contra países do Golfo aliados de Washington e contra Israel.

Na intervenção em vídeo no início da operação, na madrugada de sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha admitido a possibilidade de baixas entre as suas forças.

Em resposta à ofensiva militar, a República Islâmica do Irão lançou ataques generalizados contra vários países vizinhos que albergam bases militares norte-americanas, bem como contra Israel, onde, segundo equipas de resgate, pelo menos nove pessoas morreram este domingo. A Guarda Revolucionária Islâmica reivindicou uma ofensiva “em grande escala”, sublinhando que os alvos eram essencialmente bases dos EUA na região.

Israel e os Estados Unidos lançaram, no sábado, uma operação militar conjunta contra o Irão, com o objectivo declarado de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”. Teerão respondeu com mísseis e drones dirigidos a bases norte-americanas na região e a alvos israelitas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a acção conjunta classificando o Irão como uma “ameaça existencial”, enquanto Donald Trump afirmou que a operação visa garantir a segurança dos aliados e dos interesses estratégicos dos Estados Unidos.

Entretanto, o Irão confirmou oficialmente a morte de Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, tendo decretado um período de luto nacional de 40 dias, num contexto de elevada tensão regional e forte instabilidade no Médio Oriente.

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