O Ministério da Saúde (MINSA) assegurou que será feita uma réplica da fachada do antigo Hospital Américo Boavida, demolido na semana passada, de modo a preservar a imagem histórica do edifício, soube o Novo Jornal.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou que o novo hospital, a ser construído no mesmo local, estará concluído em 2027 e contará com capacidade para mais de 500 camas, tornando-se um dos maiores e melhores do país.
De acordo com o Novo Jornal, a titular do MINSA, as obras já consumiram mais de 140 milhões de dólares, embora ainda seja prematuro definir o orçamento total do projeto. Atualmente, a execução da obra atinge 41 por cento, com outros edifícios já edificados no espaço do antigo hospital.
A demolição foi justificada pelo Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), que apontou deficiências estruturais graves que comprometiam a segurança de pacientes e profissionais. O diretor-geral do LEA, Fernando Bonito, explicou que o antigo edifício não atendia aos critérios modernos de segurança estrutural hospitalar e, por isso, recomendou a demolição total.
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, reforçou que a decisão visou priorizar a vida e a segurança de quem trabalha no local. O governante reconheceu o valor histórico do antigo hospital, lembrando que, nos anos 50 e 60, o Américo Boavida era um verdadeiro cartão de visita para Luanda.
A demolição suscitou críticas nas redes sociais, com cidadãos e internautas a lamentarem a perda de um marco histórico da saúde em Angola, enfatizando a importância cultural e histórica do Hospital Américo Boavida.
O MINSA garante, contudo, que a construção do novo hospital respeitará a memória do antigo edifício, assegurando a preservação de sua imagem histórica na fachada principal.
