Numa entrevista exclusiva ao Hold On Angola, Ndinga de Deus falou abertamente sobre a situação política em Angola e reafirmou o seu compromisso com os direitos humanos e a democracia no país.
O activista disse-se um defensor dos mais desfavorecidos, guiado pelo amor à ciência, à religião e à política. “O meu trabalho é dar voz a quem não tem vez e lutar por uma Angola mais justa”, afirmou.
Sobre o Governo liderado pelo Presidente João Lourenço, Ndinga não teve dúvidas em criticar: “O actual governo não representa verdadeiramente os interesses do povo e carece de legitimidade”, disse, apontando várias falhas na gestão pública.
Em contrapartida, destacou Adalberto da Costa Júnior como o único líder político legítimo, eleito pelo povo e que está verdadeiramente ligado às aspirações e necessidades dos angolanos.
Falando da juventude, Ndinga mostrou confiança na capacidade dos jovens em promover mudanças e desafiar o estado das coisas no país. “Os jovens são a força de transformação de Angola”, sublinhou.
O activista também alertou para a perseguição a quem critica o governo, citando o assassinato suspeito de um membro da sua organização e dizendo que o Executivo tenta silenciar vozes dissidentes, dentro e fora do país.
No fim, fez um apelo à união de todos os angolanos: “Está na hora de nos unirmos, lutarmos contra este governo e construirmos uma Angola justa para todos”, concluiu.
A entrevista mostra a coragem e determinação de Ndinga de Deus em defender os direitos humanos e a democracia, reforçando o seu papel como uma das vozes mais fortes na luta por mudanças em Angola.
