Naval torna-se segundo maior fornecedor do pacote alimentar da Polícia Nacional

O grupo Naval General Trading passou a integrar o grupo de fornecedores do pacote logístico alimentar da Polícia Nacional de Angola (PNA), assumindo, em 2025, a posição de segundo maior fornecedor em volume financeiro, atrás apenas do Grupo Carrinho, segundo informações divulgadas pelo Club-K.

De acordo com os dados citados pelo portal, a Naval passou a assegurar fornecimentos avaliados em cerca de 23,97 mil milhões de kwanzas por ano, equivalentes a aproximadamente 28,8 milhões de dólares.

O Grupo Carrinho mantém-se como principal fornecedor, com um contrato de cerca de 76,06 mil milhões de kwanzas, enquanto a Mokbel e a Camaruf representam, respectivamente, cerca de 18,86 mil milhões e 11,5 mil milhões de kwanzas.

No total, o pacote alimentar anual da Polícia Nacional está estimado em cerca de 130,39 mil milhões de kwanzas, aproximadamente 157,4 milhões de dólares.

Segundo o Club-K, antes da entrada da Naval no fornecimento à Polícia Nacional, o acesso do grupo aos contratos do Ministério do Interior enfrentava algumas dificuldades.

A publicação relaciona a alteração desse cenário com a entrada de Manuel Homem na liderança do Ministério do Interior. O portal refere que o grupo já mantinha contactos institucionais com o actual ministro desde o período em que Homem dirigia o Governo Provincial de Luanda.

A informação, contudo, é apresentada pelo Club-K e não foi acompanhada, no texto disponibilizado, de uma confirmação independente por parte do Ministério do Interior ou da Polícia Nacional.

No relacionamento institucional entre a Naval e o Ministério do Interior, o principal interlocutor indicado é Gilson dos Santos Antunes Carmelino, director nacional de Planeamento e Finanças do MININT.

Com a entrada da Naval, o grupo passou a ocupar a segunda posição entre os fornecedores do pacote alimentar da corporação.

O Grupo Carrinho continua a liderar, com mais de metade do valor total referido para o abastecimento alimentar das unidades operacionais da Polícia Nacional.

Antes da entrada da Naval, segundo os dados divulgados pelo Club-K, o fornecimento estava concentrado em três empresas: Carrinho, Mokbel e Camaruf.

A Naval General Trading está presente há vários anos em Angola e é controlada pelo empresário eritreu Simon Ghebrebrhan Tecleab, segundo a informação divulgada pelo Club-K.

Em 2021, o grupo reforçou a sua presença no sector industrial angolano através da criação da REFITEC – Processamento de Óleos Alimentares, Lda., com sede em Luanda.

A empresa é actualmente maioritariamente detida pela Naval Industries Holding, Limited, sociedade sediada no Dubai International Financial Centre (DIFC).

A entrada da Naval no fornecimento alimentar da Polícia Nacional aumenta, assim, a participação do grupo nos contratos de abastecimento de uma das maiores estruturas do Estado angolano, num mercado dominado pelo Grupo Carrinho.

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