Movimento TODOS exige esclarecimentos sobre intervenção policial no Uíge

O Movimento TODOS manifestou preocupação e exigiu esclarecimentos sobre os acontecimentos registados na província do Uíge, onde uma actividade política da UNITA terá sido interrompida na sequência de uma intervenção da Polícia Nacional.

Em declaração pública divulgada este sábado, 8 de Agosto de 2026, a organização política considerou preocupante o recurso a meios de dispersão, incluindo gás lacrimogéneo, contra cidadãos que participavam numa actividade partidária, defendendo o respeito pelos direitos de reunião, manifestação e participação política previstos na Constituição da República de Angola.

O Movimento TODOS afirmou que situações desta natureza representam um desafio para o fortalecimento da democracia e da convivência política no país, apelando às instituições do Estado para garantirem a neutralidade e o cumprimento da lei.

Segundo a organização, a Polícia Nacional deve actuar como uma instituição republicana, ao serviço de todos os cidadãos, independentemente da sua filiação ou orientação política.

“O Estado angolano pertence a todos os angolanos”, refere a declaração, na qual o movimento defende que a paz nacional deve ser entendida não apenas como ausência de conflito, mas também como respeito pelo pluralismo político, liberdade de expressão e tolerância entre diferentes correntes de opinião.

O Movimento TODOS manifestou igualmente solidariedade aos cidadãos afectados pelos acontecimentos no Uíge e destacou a postura do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, durante o momento de tensão, considerando que a contenção contribuiu para evitar uma escalada de confrontos.

A organização defendeu a necessidade de esclarecimentos públicos sobre as circunstâncias que levaram à intervenção policial e sobre a cadeia de comando envolvida na operação.

Para o Movimento TODOS, a consolidação democrática em Angola exige instituições imparciais, respeito pelas liberdades fundamentais e garantia de que todas as forças políticas possam exercer as suas actividades dentro dos limites da lei.

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