A cidadã moçambicana Matilde, condenada à prisão perpétua na Indonésia por tráfico de droga, denunciou o agravamento das condições em que se encontra encarcerada, após ter sido transferida para uma cela de isolamento, segundo informações transmitidas à família.
Actualmente com 40 anos de idade, Matilde foi detida em 2009, quando desembarcou num aeroporto da Indonésia na posse de 505,2 gramas de heroína, tendo sido posteriormente julgada e condenada pelas autoridades daquele país. Inicialmente, enfrentava a possibilidade de ser condenada à pena de morte, mas acabou por receber a pena de prisão perpétua.
De acordo com informações divulgadas pela família à TV Miramar, a reclusa afirma estar sujeita a maus-tratos, insuficiência alimentar, falta de assistência médica e medicamentosa, além de restrições no contacto com outras detidas.
Segundo os familiares, Matilde recebeu, em 2009, no Aeroporto Internacional de Maputo, uma encomenda destinada ao namorado, residente na Indonésia. A reclusa sustenta que lhe foi informado tratar-se de uma peça de automóvel para entrega naquele país asiático.
Contudo, durante a inspecção efectuada pelas autoridades indonésias, foi alegadamente encontrada heroína escondida no interior do objecto, situação que levou à sua detenção e posterior condenação.
A família refere ainda que, no mesmo dia, outros cidadãos asiáticos foram igualmente detidos no aeroporto por alegado envolvimento em casos de tráfico de droga.
Preocupados com o estado de saúde de Matilde, os familiares apelam à intervenção das autoridades moçambicanas e dos serviços consulares para que sejam assegurados cuidados médicos, acesso a medicamentos, alimentação adequada e a transferência para uma cela com melhores condições.
Numa carta citada pela TV Miramar, a reclusa afirma: “Fui transferida para uma cela com ratos.”
A estação televisiva informa que já iniciou contactos com as autoridades moçambicanas e prevê divulgar novos desenvolvimentos sobre o caso nos próximos dias.
