Mercado de seguros em Angola cresce 22,69% até setembro de 2025

O mercado de seguros em Angola registou um crescimento de 22,69 por cento na produção de seguro directo no final do terceiro trimestre de 2025, em comparação com igual período do ano anterior, segundo dados da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

De acordo com o relatório estatístico da instituição, a que o Hold On Angola teve acesso, o volume de negócios do sector atingiu 447.540 milhões de kwanzas, impulsionado pelo dinamismo dos ramos Vida e Não Vida.

O ramo Vida destacou-se pelo crescimento mais robusto, com um aumento de 42,95 por cento, totalizando 32.864 milhões de kwanzas. Contudo, o ramo Não Vida continua a dominar a carteira do mercado, representando 92,66 por cento, com maior peso nos segmentos de Saúde (Doença), Petroquímica e Acidentes de Trabalho.

No capítulo dos encargos, os custos com sinistros fixaram-se em 152.282 milhões de kwanzas, registando um aumento de 26,20 por cento, sendo o ramo Doença responsável por cerca de 64 por cento deste total. A taxa de sinistralidade global situou-se em 34,03 por cento, refletindo equilíbrio entre prémios arrecadados e indemnizações pagas pelas 21 companhias de seguros em actividade no país.

O sector de Fundos de Pensões também apresentou consolidação, passando de 41 para 46 fundos e com 10 entidades gestoras. As contribuições dos participantes aumentaram 16,18 por cento, totalizando mais de 108 mil milhões de kwanzas, com destaque para a Sonangol Vida, responsável por 75,49 por cento das contribuições globais. Os pensionistas receberam cerca de 92 mil milhões de kwanzas, sobretudo em pensões de velhice.

A mediação de seguros registou 7,60 por cento dos prémios totais do mercado, indicando potencial de crescimento para os profissionais do sector. Entre Janeiro e Setembro de 2025, foram registadas 185 reclamações, com o seguro automóvel a liderar os motivos de insatisfação dos clientes.

A ARSEG reafirma o seu compromisso com uma supervisão “credível e protecção garantida”, visando o fortalecimento de um sistema financeiro mais seguro e transparente em Angola.

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