Mário Durão apela à coesão interna e defende baixa das taxas de juro para fomentar emprego

O militante e empreendedor Mário Durão instou, em Luanda, os membros do MPLA à “unidade e vigilância” contra vozes críticas internas, reafirmando o seu apoio incondicional à liderança do Presidente João Lourenço.

Num vídeo posto a circular nas redes sociais dirigida às bases do partido, Durão criticou o que chamou de “oportunismo político” de antigos dirigentes que, após cessarem funções nos cargos de decisão, passaram a contestar a linha orientadora do partido. Segundo o militante, muitos dos actuais críticos beneficiaram das políticas governamentais enquanto exerciam cargos públicos, sem nunca terem manifestado as preocupações que agora apresentam.

“Não aceito que quem esteve no poder, quem assinou contratos e geriu recursos, venha agora reclamar. Quando estavam no ‘pote de mel’, não olhavam para os militantes nem para os problemas da base”, afirmou, apelando aos jovens para não se deixarem influenciar por “falsas revoltas”.

Para além da vertente política, Mário Durão, que se identifica como “filho de camponês”, centrou o seu discurso na necessidade de reformas urgentes no sector financeiro para potenciar o empresariado nacional e a criação de postos de trabalho.

O militante dirigiu um apelo directo ao Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), defendendo uma redução imediata das taxas de juro de referência, que actualmente rondam os 22%. Na sua óptica, os custos elevados do crédito impedem que os pequenos e médios empreendedores — as serralharias, carpintarias e o sector agro-pecuário — consigam investir e absorver a mão-de-obra jovem.

“Nenhum país resiste com taxas de juro de 23% ou 24%. Isso rebenta com a economia e não cria empresários. Se as taxas baixarem, poderemos empregar centenas de jovens em cada província”, sublinhou.

Mário Durão reiterou que o foco da militância deve ser o apoio à continuidade das políticas do Presidente da República, João Lourenço, defendendo que a mudança do quadro social do país passa pelo fortalecimento da “economia real” e não por disputas internas de cargos.

O empresário concluiu sublinhando que o Estado não conseguirá empregar todos os angolanos, cabendo ao Governo criar as condições bancárias e fiscais para que os empresários locais assumam o papel de motores do desenvolvimento e da estabilidade social.

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