O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou que a sua formação política sabe exactamente onde buscar os recursos necessários para impulsionar o desenvolvimento de Angola, defendendo uma gestão transparente e rigorosa das finanças públicas.
A declaração foi feita no âmbito da iniciativa “Pensar Angola”, através da qual o líder do principal partido da oposição sustenta que o país possui recursos suficientes para financiar o seu progresso, mas que estes continuam a ser desviados, mal aplicados ou consumidos por práticas que considera lesivas ao interesse nacional.
“Nós sabemos, sim, onde está o dinheiro deste país. Conhecemos cada recanto por onde a riqueza nacional foi desviada, dissipada ou simplesmente mal gasta”, escreveu Adalberto Costa Júnior, acrescentando que cada tostão deverá ser aplicado com transparência e responsabilidade.
Segundo o dirigente político, a recuperação da capacidade financeira do Estado passa, em primeiro lugar, pelo combate aos esbanjamentos, à corrupção sistémica e à ineficiência administrativa, factores que, no seu entendimento, absorvem grande parte do investimento público.
Adalberto defende igualmente o reequilíbrio das contas nacionais, a renegociação da dívida pública em moldes que considera patrióticos e justos, bem como um combate sem tréguas aos fluxos financeiros ilícitos que, segundo afirma, drenam milhares de milhões de dólares para paraísos fiscais.
Outro eixo central da proposta da UNITA assenta na diversificação da economia, com aposta na agricultura familiar, indústria transformadora e turismo, sectores que, segundo o político, têm capacidade para gerar emprego em massa e novas fontes de receita para o país.
Para Adalberto Costa Júnior, o Orçamento Geral do Estado deve voltar a ser uma verdadeira ferramenta de planeamento nacional e deixar de funcionar como uma “caixa de segredos”.
O líder da oposição sublinha ainda que a visão económica da UNITA está assente no princípio do uso honesto do dinheiro público, defendendo que cada kwanza arrecadado representa o esforço do trabalhador angolano e, por isso, deve ser tratado com elevado sentido patriótico e responsabilidade.
