O coordenador da subcomissão de candidaturas ao IX Congresso do MPLA, Job Capapinha, negou, esta quinta-feira, as críticas relativas a uma suposta incompatibilidade entre as suas funções partidárias e a direcção da associação AMANGOLA – União das Associações Locais de Angola.
A reação surgiu na sequência de questionamentos sobre a actuação da referida associação. Segundo José Gama, a questão decorre do facto de Capapinha ser fundador da associação AMANGOLA – União das Associações Locais de Angola, criada em 2014 com o objectivo estatutário de promover, divulgar e defender os símbolos nacionais e os órgãos de soberania junto das populações.
Em resposta a observações críticas de José Gama, Job Capapinha clarificou que a AMANGOLA actua no estrito cumprimento da sua missão de divulgação dos símbolos do Estado. O coordenador sublinhou haver uma distinção clara entre o apoio à figura do Presidente da República, enquanto Chefe de Estado, e a militância partidária no âmbito do MPLA.
“Exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente da República é diferente de exibir uma t-shirt com a imagem do Presidente do MPLA em missão da AMANGOLA”, rebateu, reiterando que os membros da organização continuarão a promover a imagem do titular do Poder Executivo em linha com os objectivos da associação.
O debate em torno da figura de Job Capapinha insere-se num cenário de movimentações internas que antecedem o IX Congresso Ordinário do MPLA, marcado para Dezembro de 2026. A par desta discussão, o dirigente referiu-se à necessidade de uma análise aprofundada sobre o conceito de “bicefalia” — a coexistência de lideranças distintas no partido e no Estado — tema que tem sido abordado por diversos quadros e analistas políticos como um desafio estratégico para a estabilidade do sistema político nacional no horizonte de 2027.
A AMANGOLA, frequentemente associada por observadores ao papel histórico desempenhado pelo “Movimento Espontâneo” na promoção das políticas governativas, mantém a sua posição de afirmar a legitimidade do seu apoio institucional, rejeitando qualquer tese de impedimento ético no exercício das funções desempenhadas pelo seu fundador na estrutura organizativa do partido.

