O Presidente da República, João Lourenço, anunciou esta sexta-feira, em Luanda, um amplo programa de construção e reabilitação de infra-estruturas do subsistema do ensino superior, com o objectivo de reforçar a formação de quadros nacionais e elevar a qualidade do ensino em Angola.
O anúncio foi feito após a inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda (PCTL), empreendimento que o Chefe de Estado classificou como um marco estratégico para o desenvolvimento científico, tecnológico e académico do país.
Na ocasião, João Lourenço afirmou que, depois dos investimentos significativos realizados no sector da Saúde, o Executivo decidiu concentrar esforços na expansão e modernização das instituições do ensino superior, através da construção de novas infra-estruturas e da reabilitação de estabelecimentos já existentes.
Entre os projectos anunciados destaca-se a entrada em funcionamento, no próximo ano, do Hospital Universitário da Universidade Agostinho Neto, bem como a construção do Instituto de Ciências da Saúde e das novas faculdades de Medicina, Engenharia, Desporto e Humanidades, integradas no mesmo campus universitário.
O Presidente revelou igualmente que prosseguem os trabalhos da terceira fase da Universidade do Namibe e da edificação de institutos superiores politécnicos nos municípios de Mbanza Kongo, Ndalatando, Cuito, Menongue e Soyo, visando ampliar a oferta formativa em várias regiões do país.
O plano governamental contempla ainda a reabilitação das Faculdades de Economia e de Ciências da Universidade Agostinho Neto, assim como a construção de novas infra-estruturas para as universidades Rainha Njinga, 11 de Novembro e Katyavala Bwila, localizada no município da Baía Farta, província de Benguela.
Segundo João Lourenço, algumas das empreitadas encontram-se já em execução, enquanto outras deverão arrancar ainda durante o presente ano.
O Chefe de Estado informou igualmente que decorre a mobilização de financiamento para projectos destinados às sedes da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, Universidade Lueji A’Nkonde, na Lunda-Norte, Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Cunene, Universidade do Cuito Cuanavale, no Cubango, e Universidade Kimpa Vita, no Uíge.
Apesar da aposta na expansão das infra-estruturas, João Lourenço salientou que a melhoria do ensino superior depende igualmente da valorização do capital humano.
“As infra-estruturas fazem-se com dinheiro, mas a formação do homem exige tempo, experiência e continuidade”, afirmou.
O Presidente manifestou ainda confiança na evolução do sistema educativo nacional, considerando que o sector do ensino superior poderá seguir um percurso semelhante ao registado na Saúde, onde os investimentos efectuados permitiram melhorias significativas.
A inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda assinala uma nova etapa na promoção da investigação científica e da inovação tecnológica em Angola. Implantado numa área de cerca de 60 mil metros quadrados, junto às Faculdades de Ciências Sociais e de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, o complexo integra nove edifícios especializados dedicados à investigação, formação e desenvolvimento tecnológico.
Orçado em aproximadamente 100 milhões de dólares norte-americanos, o projecto foi financiado em cerca de 90 por cento pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cabendo ao Estado angolano os restantes 10 por cento do investimento.
As autoridades defendem que o novo parque científico contribuirá para fortalecer a ligação entre a academia, a investigação e o sector empresarial, promovendo a inovação, a diversificação económica e a produção de conhecimento em Angola.
