O Embaixador de Israel em Angola, Leo Vinovezky, e o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Major Rafael Rosenszajn, apresentaram dados sobre a neutralização das capacidades militares do regime iraniano. Em Luanda, a diplomacia israelita sublinhou que a estabilidade regional depende do fim das ameaças de Teerão, segundo nota a que o Hold On Angola teve acesso.
A Embaixada de Israel promoveu esta semana um briefing técnico exclusivo para abordar a escalada de tensão no Médio Oriente. Durante o encontro, o Major Rosenszajn revelou que as recentes operações militares resultaram na neutralização de cerca de 70% dos lançadores de mísseis balísticos e 85% dos sistemas defensivos do Irão.
Segundo o Major, o arsenal de Teerão representa uma “ameaça existencial imediata”, com mísseis capazes de atingir o território israelita em apenas oito minutos, transportando ogivas de até uma tonelada.
O briefing destacou ainda que o conflito não se limita às fronteiras geográficas do Médio Oriente. Israel afirma que o combate ao regime iraniano está ligado à neutralização dos seus grupos aliados, como Hezbollah, Hamas e Hutis, que desestabilizam a região, o comércio global e a segurança energética, afetando rotas marítimas vitais.
O Embaixador Vinovezky reiterou que, embora a diplomacia e o diálogo continuem a ser valores fundamentais, uma “paz duradoura” só será possível com o fim das intenções de destruição declaradas por Teerão.
Questionado sobre a condução das operações, o exército israelita assegurou que atua sob os princípios do Direito Internacional (Jus in Bello), focando-se exclusivamente em alvos militares e infraestruturas de comando, apesar do uso de civis como escudos humanos pelo adversário.
“A guerra não tem um prazo cronológico, mas um objetivo final: garantir que Israel e a região possam coexistir sem a sombra de mísseis balísticos e [ameaças] nucleares militares”, concluiu Rosenszajn.
