A República Islâmica do Irão anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, sucedendo a Ali Khamenei, que faleceu recentemente em meio a um período de forte tensão política e militar no Médio Oriente.
Segundo a imprensa internacional, a Assembleia de Peritos, órgão religioso responsável pela escolha da liderança máxima do país, reuniu-se de forma extraordinária em Teerão e decidiu pela continuidade da linha política seguida nas últimas décadas. Com esta decisão, Mojtaba Khamenei torna-se o terceiro líder supremo desde a criação da República Islâmica, após a Revolução Islâmica de 1979, que levou ao poder o aiatolá Ruhollah Khomeini.
A escolha do novo líder ocorre num contexto de elevada instabilidade regional, marcado por confrontos indiretos entre o Irão e Israel, além de pressões internacionais relacionadas com o programa nuclear iraniano.
Analistas consideram que a nomeação de Mojtaba Khamenei era previsível, dado o forte papel que exercia nos círculos do poder, especialmente junto da Guarda Revolucionária e de sectores conservadores do regime.
A sucessão também gerou debate dentro e fora do país, por ser a primeira vez que a liderança suprema passa de pai para filho, situação interpretada por alguns observadores como sinal de concentração de poder dentro da elite política e religiosa iraniana.
A função de líder supremo é a mais alta autoridade do Irão, com controlo sobre as forças armadas, o sistema judicial e as principais decisões estratégicas do Estado.
