O Governo angolano apontou, esta quinta-feira, oportunidades de investimento no sector de lubrificantes, num mercado ainda fortemente dependente de importações e cujo potencial económico ultrapassa os 300 milhões de dólares anuais.
A informação foi avançada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, durante a abertura do evento “Café com a Banca no Downstream – Segmento de Lubrificantes”, realizado em Luanda.
Segundo o governante, o mercado angolano de lubrificantes movimenta mais de 90 mil toneladas métricas por ano, mas a capacidade produtiva nacional cobre menos de 20% da procura interna, o que demonstra a forte dependência do país em relação às importações.
De acordo com o ministro, o país dispõe actualmente de apenas uma unidade fabril de produção de lubrificantes, com capacidade instalada de 17,6 mil toneladas métricas por ano, bem como de uma unidade de refino de óleos lubrificantes usados, cuja capacidade de processamento é de 283 toneladas métricas.
Angola conta igualmente com uma unidade dedicada ao enchimento de lubrificantes, mas, ainda assim, a produção nacional permanece insuficiente para responder às necessidades do mercado interno.
Durante a sua intervenção, Diamantino Azevedo destacou que o regime de preços livres e a liberalização da cadeia de valor do sector – desde a produção até à comercialização – criaram um ambiente mais favorável à entrada de novos operadores e ao crescimento da indústria.
“Considerando os desafios de desenvolvimento do país e os níveis de crescimento já alcançados, não temos dúvidas sobre a grande oportunidade que este mercado oferece para as empresas angolanas na criação de valor sustentável para o sector e para a economia em geral”, afirmou.
O governante considerou que o encontro entre operadores do sector e instituições financeiras deverá funcionar como um catalisador para novos investimentos, permitindo melhorar o acesso ao financiamento, aos meios de pagamento e à capitalização das empresas que actuam neste segmento da indústria petrolífera.
Neste contexto, defendeu um maior alinhamento entre a banca e a indústria, com vista a acelerar projectos de produção local e reduzir a dependência das importações.
Por sua vez, o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo, entidade responsável pela regulação do segmento de derivados de petróleo em Angola, continuará a promover medidas destinadas a incentivar a competitividade e o aumento gradual da produção nacional de lubrificantes, reforçando o contributo da indústria local no abastecimento do mercado.
