O Ministério das Finanças de Angola aprovou a emissão de Obrigações do Tesouro no valor de 161 milhões de euros para reforçar o capital da Linhas Aéreas de Angola (TAAG), anunciou, nesta quarta-feira, a companhia nacional.
Segundo o comunicado, a decisão enquadra-se no plano de sustentabilidade financeira e transformação da empresa para o ano económico de 2026, e integra o regime jurídico aplicável à capitalização de empresas públicas. O processo visa fortalecer a saúde financeira da companhia, através da transferência de dívida pública, sem representar uma injecção directa de liquidez.
O reforço de capital permitirá consolidar a base financeira, melhorar a gestão de recursos e reforçar a capacidade operacional, aumentando a disponibilidade das aeronaves e a expansão da rede de destinos, garantindo maior conectividade regional e internacional.
O presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa, afirmou que a operação é “um passo importante no reequilíbrio financeiro da TAAG, permitindo acelerar a modernização, elevar a eficiência operacional e consolidar uma trajectória sustentável de crescimento e competitividade”.
O valor agora aprovado supera a operação similar de 2023, que foi de 106,7 milhões de euros, e acontece após a TAAG ter encerrado 2024 com resultado líquido negativo de 127,3 milhões de euros e capitais próprios negativos de 20,3 milhões de euros.
Em Fevereiro, a companhia iniciou ainda o plano de contenção de custos PALANCA, integrado no Plano Estratégico de Transformação 2025-2029, incluindo a suspensão temporária de contratações externas, promoções internas e despesas não essenciais.
A privatização da TAAG, adiada várias vezes desde 2019, deverá ocorrer ainda em 2026, por meio de Concurso Limitado por Prévia Qualificação (CLPQ), de acordo com o Decreto Presidencial de 24 de Fevereiro.
