“Filho do Mesmo Bairro” forma jovens em soldadura industrial no Catinton, em Luanda

O projecto social “Filho do Mesmo Bairro”, criado por Joaquim Gomes, conhecido por Tubarão Bacongo, forma jovens em soldadura industrial no bairro Catinton, em Luanda. A iniciativa procura facilitar o acesso à formação profissional e contribuir para a entrada dos formandos no mercado de trabalho.

Uma iniciativa social criada no bairro Catinton, em Luanda, está a apostar na formação técnico-profissional de jovens em soldadura industrial, com o objectivo de desenvolver competências que possam facilitar o acesso ao mercado de trabalho.

Denominado “Filho do Mesmo Bairro”, o projecto é liderado por Joaquim Gomes, conhecido por Tubarão Bacongo, que afirma ter criado a iniciativa para apoiar jovens de comunidades com maiores dificuldades de acesso à formação profissional.

Em entrevista ao Hold On Angola, o mentor explicou que o projecto funciona sem patrocínio externo e que os equipamentos utilizados nas aulas são, na sua maioria, de sua responsabilidade.

Embora tenha sido criado no Catinton, o projecto recebe jovens provenientes de diferentes zonas de Luanda.

Segundo Joaquim Gomes, já participaram na formação jovens provenientes de bairros como Golfe, Prenda, Gamek e Cazenga.

A iniciativa procura, sobretudo, alcançar jovens que não têm condições financeiras para frequentar centros de formação profissional e pagar um curso de soldadura industrial.

Entre os processos ensinados está a soldadura por eléctrodo revestido, uma das técnicas utilizadas na formação.

Formandos em macacões de proteção a realizar soldadura por elétrodo e a manusear rebarbadoras

Primeiros formandos já estão a trabalhar

O mentor do projecto afirma que a formação já começa a produzir resultados. Segundo Joaquim Gomes, jovens da primeira turma conseguiram entrar no mercado de trabalho depois de concluírem a formação.

O projecto conta ainda com o apoio de um centro de formação afiliado para efeitos de certificação dos formandos.

Os equipamentos utilizados nas aulas, incluindo máquinas de soldar e rebarbadoras, pertencem, segundo o responsável, ao próprio projecto.

“Eu que sou o mentor mesmo do projecto”, explica Joaquim Gomes, acrescentando que continua a procurar apoio para ampliar a iniciativa.

Falta de materiais limita número de formandos

Apesar dos resultados alcançados, a falta de equipamentos e outros materiais condiciona a capacidade de atendimento do projecto.

Joaquim Gomes afirma que os próprios formandos fazem contribuições para ajudar na aquisição de materiais, mas considera necessário obter patrocínios para aumentar o número de jovens abrangidos.

Para o mentor, o apoio permitiria alargar a formação e criar melhores condições para que mais jovens possam adquirir competências técnicas e procurar oportunidades no mercado de trabalho.

O projecto “Filho do Mesmo Bairro” mantém, assim, o foco na formação profissional de jovens, com particular atenção às comunidades onde o acesso a este tipo de ensino continua a ser limitado.

Formandos em macacões de proteção a realizar soldadura por elétrodo e a manusear rebarbadoras

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