Fátima Almeida destaca papel da sociedade civil e sector privado na igualdade de género em Angola

A empresária angolana Fátima Almeida afirmou, em entrevista à ANGOP, que a sociedade civil e o sector privado desempenham papel fundamental na promoção da igualdade de género em Angola, particularmente no acesso das mulheres à tecnologia.

Segundo a especialista, o envolvimento do sector privado pode ocorrer através de políticas internas que promovam diversidade e inclusão, programas de capacitação para mulheres em cargos de liderança, bem como parcerias com organizações da sociedade civil que trabalham pelo empoderamento feminino. A sociedade civil, por seu turno, pode atuar na sensibilização e advocacia para mudanças culturais que eliminem barreiras de género.

Fátima Almeida destacou que o Governo angolano tem tomado medidas importantes, como a nomeação de mulheres em posições de liderança, incluindo a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, a ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote, a ministra das Finanças, Vera Daves, e a presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira. Estas líderes têm contribuído para ampliar oportunidades para mulheres e combater a violência de género e discriminação.

A empresária é fundadora da BayQi, plataforma de comércio electrónico e serviços financeiros digitais que visa conectar o mercado angolano com marcas nacionais e internacionais. Desde a sua fundação, a BayQi tem implementado programas de inclusão digital e empoderamento de mulheres, oferecendo capacitação, estágios e oportunidades para cargos de liderança, com o objetivo de reduzir a disparidade de género no sector tecnológico.

Além disso, Fátima Almeida lidera iniciativas como o projeto “I Love Angola Meu Negócio A Um Click”, destinado a digitalizar empreendedores informais, como cantinas e quitandeiras, fortalecendo a gestão financeira, a visibilidade e a competitividade dos negócios, promovendo inclusão digital e oportunidades económicas para mulheres.

“A colaboração entre Governo, sector privado e sociedade civil é essencial para garantir a aplicação eficaz das políticas de igualdade de género em Angola”, sublinhou a especialista, enfatizando que medidas de inclusão digital, capacitação e incentivo à diversidade são determinantes para o empoderamento feminino.

Fátima Almeida concluiu expressando esperança de que a sua história inspire outras mulheres e homens a identificar problemas e desenvolver soluções inovadoras que promovam uma sociedade mais justa e igualitária.

Licença: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
Os conteúdos editoriais abrangidos por esta política podem ser republicados gratuitamente, desde que sejam respeitadas as condições de atribuição.

Artigos Relacionados