A Federação Angolana de Futebol (FAF) reconheceu o fracasso da Selecção Nacional no Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, assumindo que os objectivos definidos não foram alcançados. O presidente da FAF, Alves Simões, manifestou tristeza pelos resultados obtidos, mas garantiu que a direcção não irá desistir do projecto desportivo em curso.
Em conferência de imprensa de balanço, realizada na sede da federação, Alves Simões justificou o insucesso com o reduzido tempo disponível para projectar e preparar de forma adequada a participação de Angola na prova continental. O dirigente apelou ainda para que as críticas ao trabalho da FAF sejam feitas com honestidade e rigor, rejeitando acusações que, segundo afirmou, não correspondem à verdade.
No CAN 2025, disputado em Marrocos, Angola terminou a fase de grupos com dois empates e uma derrota em três jogos. A selecção marcou dois golos e sofreu três, ficando afastada da competição ainda na primeira fase.
Questionado sobre a saída do seleccionador Pedro Gonçalves, ocorrida a dois meses do início do torneio, Alves Simões afastou qualquer ligação directa entre a mudança técnica e o fracasso no CAN.
“A maioria já não queria o ex-seleccionador. Digo os dirigentes, jornalistas (…). O fracasso não tem nada a ver com a troca de treinador. Até porque o ciclo, achamos nós, já estava terminado”, afirmou.
O presidente da FAF anunciou ainda que o Girabola será reestruturado para servir de base à Selecção Nacional, com maior aposta no futebol interno.
“Tenho sempre dito à minha direcção e à equipa técnica para irmos buscar apenas 25 jogadores na diáspora. Temos de reorganizar o Girabola e a Segunda Divisão”, sublinhou.
