O Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) já investiu em dez empresas, com foco actual em seis projectos localizados nas províncias do Bié, Benguela, Huambo, Huíla e Luanda, que asseguram um total de 289 postos de trabalho, entre empregos mantidos e criados, disse o Coordenador da Comissão de Reestruturação do Fundo, Mário Mangueira, em declarações à rádio Marginal.
Desde a sua reestruturação, em 2019, o FACRA alinhou a sua estratégia com os desafios prioritários da economia nacional, e, desde 2023, concentra-se no sector da logística da produção de produtos agropecuários, contribuindo para o fortalecimento da segurança alimentar em Angola.
Segundo Mário Mangueira, as empresas apoiadas pelo Fundo têm avaliação global de cerca de 1,7 mil milhões de kwanzas e operam maioritariamente em transporte, armazenamento e conservação de produtos agropecuários e das pescas, assim como em pequenas indústrias de processamento alimentar.
O FACRA actua pelo modelo de capital de risco, assumindo participação minoritária no capital social das empresas e partilhando os riscos com os promotores. Diferentemente do crédito bancário, não exige garantias reais ou avalistas, privilegiando a viabilidade do plano de negócios, a capacidade de gestão e o potencial de crescimento.
Para aumentar o potencial das empresas no mercado nacional, em 2024, o FACRA assinou um memorando de cooperação com o BFA-Gestão de Activos, com vista a co-investimentos, partilha de riscos e projecção internacional do capital de risco angolano.
O processo de análise dos projectos decorre, em média, num prazo de 45 dias, podendo variar conforme a resposta do empresário às exigências técnicas e financeiras. Dados do Fundo indicam que apenas 10% a 15% dos projectos submetidos apresentam consistência suficiente para avançar à fase de aprovação.
No âmbito da nova fase institucional, o FACRA implementou medidas rigorosas de governação corporativa, incluindo auditorias externas anuais obrigatórias, separação entre finanças pessoais e empresariais, direito de veto em decisões estratégicas e acompanhamento permanente da gestão, consolidando-se como alternativa complementar ao financiamento bancário e instrumento de apoio à diversificação económica do país. In MINFIN
