A Câmara Africana de Energia saudou a decisão da empresa Energean de adquirir as participações da Chevron em dois blocos petrolíferos offshore de Angola, considerando a operação um investimento estratégico capaz de impulsionar receitas públicas e contribuir para o desenvolvimento social.
De acordo com a organização, o acordo prevê a aquisição da participação explorada de 31 por cento da Chevron no Bloco 14 e da participação não explorada de 15,5 por cento no Bloco 14K, localizados ao largo da costa angolana, por um valor mínimo de 260 milhões de dólares norte-americanos, acrescido de pagamentos condicionais associados ao desempenho dos activos e à evolução dos preços do petróleo.
A transacção, que produz efeitos retroactivos a 1 de Janeiro de 2026, está ainda sujeita à aprovação das autoridades reguladoras angolanas. A Câmara Africana de Energia apelou, entretanto, à aceleração do processo de autorização, para permitir que os benefícios económicos, fiscais e sociais resultantes do investimento sejam rapidamente materializados.
Segundo a entidade, os blocos 14 e 14K representam activos produtivos relevantes, com uma produção combinada estimada em cerca de 42 mil barris de petróleo por dia, dos quais aproximadamente 13 mil barris líquidos deverão corresponder à participação adquirida pela Energean.
Para a Câmara Africana de Energia, a operação demonstra que transacções desta natureza podem garantir produção imediata, gerar fluxos adicionais de caixa e reforçar as receitas fiscais do Estado angolano, com riscos operacionais limitados.
O presidente executivo da organização, NJ Ayuk, afirmou que o acordo representa um exemplo de investimento rentável e orientado para o crescimento no sector energético africano.
Segundo o responsável, a aceleração das autorizações poderá contribuir para aumentar a produção petrolífera, criar empregos locais, reforçar as receitas em moeda estrangeira e apoiar projectos sociais nos domínios da educação, saúde e infra-estruturas.
A Câmara Africana de Energia destaca ainda que a expansão da Energean na África Ocidental poderá reforçar a cooperação energética regional e apoiar iniciativas ligadas à monetização do gás natural e ao desenvolvimento da cadeia de valor do sector.
Entre os projectos considerados estratégicos está a instalação da Angola LNG, apontada como uma infra-estrutura fundamental para o reforço da capacidade nacional de exportação de gás e para o apoio aos programas de electrificação e industrialização do país.
Para a organização, a aprovação rápida da transacção poderá igualmente enviar um sinal positivo aos mercados internacionais, demonstrando que Angola continua comprometida com a atracção de investimento no sector energético e com a valorização sustentável dos seus recursos naturais.
Fonte: Africa Energy Chamber
