Como Angolano, e alguém que partilha com Moçambique a herança da resiliência, não posso ficar indiferente aos recentes acontecimentos que têm testado a estabilidade deste povo irmão.
Ao longo da minha jornada, aprendi que a maior riqueza de uma nação não reside no subsolo, mas na paz social e na capacidade dos seus filhos dialogarem. Sei que a intolerância e a violência política não definem o espírito moçambicano. Cada vida ceifada na discórdia é um travão no desenvolvimento que o país tanto precisa e merece para erradicar a fome e a miséria.
O momento atual exige do Presidente Daniel Chapo, e de todas as lideranças políticas, o mais alto sentido de Estado para unificar e reconciliar. Nenhum país prospera ou atrai investimento sem estabilidade. As cores partidárias passam, mas Moçambique e o seu povo permanecem.
Que o bom senso prevaleça e que o caminho seja guiado pela inclusão, pelo crescimento económico e pela paz. Estamos convosco.
Por Jorge Baptista
