A Confederação Africana de Futebol decidiu retirar o título da Taça das Nações Africanas (CAN) à selecção do Senegal, atribuindo a vitória a Marrocos, na sequência de incidentes registados na final da competição disputada em Rabat.
A decisão surge após recurso apresentado pela Federação Real Marroquina de Futebol, tendo o Comité de Apelação da CAF considerado que a selecção senegalesa violou os regulamentos ao abandonar o campo sem autorização do árbitro.
Os factos ocorreram nos instantes finais do jogo, quando foi assinalada uma grande penalidade a favor de Marrocos, após recurso ao VAR. A decisão gerou forte contestação por parte dos jogadores senegaleses, levando inclusive à saída momentânea da equipa do relvado.
Apesar do regresso ao campo pouco depois, a CAF entendeu que o acto configura infracção aos regulamentos da competição. Com base nos artigos 82 e 84, o organismo declarou derrota administrativa do Senegal, fixando o resultado em 3-0 a favor de Marrocos.
A selecção senegalesa havia vencido o encontro no prolongamento, após empate sem golos no tempo regulamentar, mas o desfecho foi posteriormente revertido pela instância disciplinar.
Em reacção, a Federação Senegalesa de Futebol anunciou que irá recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto, reafirmando o seu compromisso com a justiça desportiva e contestando a decisão da CAF.
O caso promete agora novos desenvolvimentos nos órgãos internacionais de justiça desportiva.
