O Bloco Democrático defendeu a adopção de taxa zero para o livro em Angola, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Livro, considerando a medida essencial para ampliar o acesso ao conhecimento.
Em comunicado da sua Comissão Política, o partido aponta que o país enfrenta limitações estruturais no acesso ao livro e à leitura, resultantes da fragilidade do mercado editorial, dos elevados custos de produção e aquisição, da inexistência de uma rede funcional de bibliotecas públicas e da fraca integração de políticas de leitura no sistema educativo.
Segundo o documento, esta realidade compromete a formação intelectual dos cidadãos, reduz a capacidade crítica da juventude e condiciona o desenvolvimento sustentável do país.
Neste sentido, o Bloco Democrático propõe a definição e implementação de uma Política Nacional do Livro e da Leitura, com financiamento estruturado e metas claras, bem como a adopção de medidas fiscais que reduzam o preço dos livros no mercado nacional.
Entre outras recomendações, o partido defende a expansão e requalificação da rede de bibliotecas públicas e escolares em todos os municípios, o apoio à produção literária nacional e a criação de mecanismos que garantam a edição, distribuição e promoção de autores angolanos.
A formação de hábitos de leitura desde a base, através da integração de programas específicos no sistema educativo, e o investimento em plataformas digitais de leitura, sobretudo para a juventude, constam igualmente das propostas apresentadas.
No documento, o partido sublinha que o livro deve ser encarado como um instrumento estratégico para a emancipação intelectual e consolidação democrática, alertando que a sua negligência pode traduzir-se em atraso estrutural.
A Comissão Política conclui que a celebração do Dia Mundial do Livro deve ser acompanhada de medidas concretas, reiterando a necessidade de um compromisso efectivo com o conhecimento como base do desenvolvimento nacional.
