Os Governadores e Presidentes dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa formalizaram, ontem, dia 16 de Abril, em Washington, a constituição da Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP).
O anúncio foi feito à margem das Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial (GBM), contando com a participação dos líderes do Banco Nacional de Angola, Banco Central do Brasil, Banco de Cabo Verde, Banco de Moçambique, Banco de Portugal, Banco Central de São Tomé e Príncipe, Banco Central de Timor-Leste e do Banco Central dos Estados da África Ocidental, este último representado pela Directora Nacional para a Guiné-Bissau.
A criação desta rede representa um passo fundamental para o fortalecimento da cooperação estratégica entre os países lusófonos, reflectindo a importância de construir pontes permanentes entre as instituições.
Através desta plataforma, as autoridades monetárias pretendem estruturar o trabalho conjunto que já vinha sendo realizado, potenciando um desempenho mais efectivo das suas missões.
A expectativa é que o alinhamento de posições conjuntas venha a conferir uma maior relevância aos objectivos dos bancos centrais lusófonos no quadro internacional e nos diversos fóruns multilaterais.
O funcionamento da rede assentará num modelo de Presidência anual rotativa, o que permitirá a cada instituição levar à discussão temas de interesse comum e prioritários. De acordo com o calendário estabelecido, Luanda acolherá a primeira reunião oficial da organização em Novembro de 2026, enquanto a primeira Presidência anual ficará sob a responsabilidade do Banco de Portugal durante o ano de 2027.
Para além dos encontros de alto nível, a estrutura da BCPLP prevê a criação de grupos de trabalho dedicados a uma perspectiva técnica, fomentando a partilha de boas práticas e conhecimentos de forma transversal. No âmbito desta iniciativa, será igualmente instituído um comité de política económica, vocacionado para a análise e discussão de políticas que afectam directamente as economias dos países membros.
Com este projecto, as instituições reforçam o seu compromisso com a cooperação e promovem o prestígio da lusofonia no sector financeiro global.
Fonte: MINFIN
