Angola apresenta potencial mineiro e petrolífero em Madrid para captar investimento espanhol

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, apresentou, em Madrid (Reino de Espanha), o potencial geológico e as oportunidades de negócio no sector extractivo nacional, visando o reforço das alianças estratégicas e a captação de investimento estrangeiro de longo prazo.

O certame bilateral, denominado fórum empresarial “Investment in the Mineral Resources Sector”, decorreu nas instalações da Câmara Oficial de Comércio, Indústria e Serviços de Madrid. O encontro reuniu uma moldura humana composta por representantes institucionais, organismos públicos, entidades técnicas e empresários interessados nas reformas impulsionadas pelo Executivo angolano.

Durante a sua alocução, o governante angolano enfatizou a estabilidade política, jurídica e fiscal de Angola como pilares fundamentais para garantir a segurança dos investidores internacionais. Diamantino Azevedo sublinhou que o país tem em curso profundas reformas estruturais orientadas para a credibilidade das instituições e melhoria do ambiente de negócios.

“O futuro é definido pelo gás”, asseverou o ministro, apontando este recurso energético como uma das principais alavancas para a industrialização e diversificação da economia nacional. Relativamente aos minerais críticos essenciais para a transição energética global, o governante defendeu um modelo baseado na sustentabilidade, sustentando que “a riqueza de um recurso está na sua capacidade de gerar riqueza onde é extraído”.

Por seu turno, a embaixadora de Angola na Espanha, Balbina Malheiros Dias da Silva, corroborou a visão de modernização do sector, focada na geração de benefícios recíprocos através de parcerias internacionais. Na abertura do evento, o presidente da Câmara de Comércio de Madrid, Ángel Asensio, considerou Angola um dos mercados mais atractivos da África Subsaariana, apontando para as projecções de crescimento económico do país, estimadas entre 4% e 5%.

Durante as sessões técnicas, os participantes assistiram a apresentações sobre o potencial geológico angolano, com dados disponibilizados pelo Instituto Geológico de Angola (IGEO), além de abordagens sobre o funcionamento dos corredores logísticos de Luanda, Lobito e Moçâmedes e as Parcerias Público-Privadas (PPP).

Um dos painéis de maior realce esteve associado à indústria diamantífera nacional, onde foram partilhados indicadores operacionais de relevo. Segundo os dados oficiais divulgados no fórum, Angola exportou, no período correspondente ao ano de 2025, mais de 17,3 milhões de quilates de diamantes. As referidas transacções comerciais geraram uma receita bruta superior a 1,760 mil milhões de dólares norte-americanos, tendo como principais destinos de exportação os Emirados Árabes Unidos (Dubai), a Bélgica e Hong Kong.

O fórum encerrou com uma mesa-redonda focada nos procedimentos de contratação, balanço de concessões e mecanismos de licitação mineira, reafirmando o posicionamento de Espanha como um parceiro industrial preferencial para o desenvolvimento sustentável das cadeias de valor em Angola.

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