O partido ANAMOLA intensificou a sua acção diplomática internacional com uma visita oficial ao Vaticano, onde o secretário-geral, Messias Uarreno, procurou reforçar contactos e obter aconselhamento estratégico sobre a situação política em Moçambique.
A deslocação incluiu um encontro na Embaixada de Moçambique junto da Santa Sé, em Roma, e insere-se numa estratégia mais ampla de internacionalização das preocupações políticas do partido, num contexto marcado por inquietações quanto ao respeito pelos princípios do Estado de Direito.
Durante a reunião, as partes analisaram alegações de perseguição e intolerância política em Moçambique, com destaque para o processo judicial envolvendo Venâncio Mondlane, cuja acusação é considerada infundada pela formação política.
Segundo fontes ligadas ao encontro, Messias Uarreno manifestou preocupação com os possíveis desdobramentos da situação política, defendendo a necessidade de prevenir uma escalada de tensões sociais. No âmbito das consultas, o dirigente reuniu-se também com o embaixador Raúl Domingos, que destacou o diálogo como principal instrumento para a resolução de conflitos.
O diplomata sublinhou que a estabilidade política depende da capacidade dos actores em privilegiarem soluções pacíficas e inclusivas, evitando medidas que possam aprofundar divisões internas.
Nos últimos meses, o líder da ANAMOLA tem vindo a multiplicar contactos junto de entidades nacionais e internacionais, alertando para o risco de agravamento da tensão política caso persistam sinais de perseguição a figuras da oposição.
O encontro decorreu num ambiente institucional considerado positivo, com ambas as partes a reiterarem o compromisso com a paz, a estabilidade e a coesão social em Moçambique.
No final, Messias Uarreno apelou à responsabilidade colectiva e ao reforço do diálogo político como caminho para a consolidação democrática, defendendo que a prevenção de conflitos passa por soluções negociadas e inclusivas.
