ANAMOLA denuncia impedimento de assistência a vítimas da xenofobia na África do Sul

O Partido ANAMOLA denunciou o alegado impedimento da prestação de assistência humanitária a vítimas dos ataques xenófobos na África do Sul, durante uma acção realizada na Junta, onde dezenas de moçambicanos e cidadãos estrangeiros aguardavam apoio.

Em comunicado, a formação política refere que os seus membros deslocaram-se ao local com o objectivo de prestar assistência humanitária básica às vítimas, mas a iniciativa terá sido inicialmente impedida pela Polícia, sob a justificação de que a Primeira-Dama se encontrava a caminho do local.

Segundo o partido, a decisão atrasou a distribuição da ajuda às pessoas em situação de vulnerabilidade, tendo sido necessárias negociações e a intervenção de munícipes e das próprias vítimas para que a assistência fosse autorizada.

O ANAMOLA acrescenta que, após a autorização, foi imposto um limite de 30 minutos para a realização da acção humanitária, sublinhando que, de acordo com as informações de que dispõe, a visita da Primeira-Dama acabou por não se realizar.

Na nota, o partido considera que, em situações de crise humanitária, a prioridade das autoridades deve ser a protecção de vidas humanas e a garantia de que toda a assistência legítima e pacífica chegue às populações afectadas em tempo oportuno.

A organização manifesta igualmente preocupação pelo facto de as vítimas terem permanecido à espera de apoio institucional enquanto enfrentavam as consequências dos ataques xenófobos, defendendo que a solidariedade para com cidadãos em situação de emergência deve prevalecer sobre quaisquer diferenças políticas ou questões protocolares.

O ANAMOLA espera que as autoridades esclareçam as circunstâncias que motivaram as decisões tomadas durante a ocorrência e defende que, em futuras situações de emergência, a Polícia desempenhe um papel facilitador das acções de assistência humanitária.

A formação política conclui reiterando que as vítimas da xenofobia necessitam de protecção, dignidade e solidariedade, apelando a respostas rápidas, humanas e responsáveis por parte das instituições competentes.

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