Amnistia Internacional exige investigação urgente ao assassinato de membros do ANAMOLA em Moçambique

A Amnistia Internacional (AI) instou as autoridades moçambicanas a investigarem, com carácter de urgência, o assassinato de Pedro João Chaúque, membro do partido da oposição Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA). O crime ocorreu na província de Gaza, no sul do país.

Tigere Chagutah, Director Regional da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral, classificou o homicídio, perpetrado por homens armados desconhecidos, como “extremamente preocupante”. O responsável alertou ainda para a existência de um padrão alarmante de violência contra figuras da oposição em Moçambique.

O caso de Pedro Chaúque não é isolado e expõe a vulnerabilidade dos militantes políticos na região. Duas semanas antes deste crime, Anselmo Vicente, que exercia as funções de coordenador da ANAMOLA, também foi assassinado por homens armados na cidade de Chimoio, na província de Manica.

A esta vaga de violência soma-se o desaparecimento de Arlindo Chissale, jornalista e apoiador do líder da oposição Venâncio Mondlane. O profissional da comunicação encontra-se em parte incerta após ter sido alegadamente interpelado por membros das forças de defesa e segurança.

Face a estes acontecimentos, Tigere Chagutah defendeu que as autoridades moçambicanas devem assegurar investigações rápidas, minuciosas, independentes, imparciais, transparentes e eficazes. O director sublinhou a urgência de levar os suspeitos a julgamento e de garantir o direito à liberdade de expressão e de dissidência polí­tica no país.

Líderes de diferentes quadrantes polí­ticos têm manifestado preocupação com a segurança dos actores da oposição, exigindo o fim do silenciamento de vozes críticas através da violência armada.

Para compreender melhor o impacto destas ocorrências no cenário político moçambicano, o vídeo Deputados condenam o assassinato do coordenador da ANAMOLA e exigem responsabilização mostra os debates e as reações do parlamento face à crescente insegurança sofrida pelos delegados dos partidos da oposição.

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