O ambientalista Rafael Lucas alertou para os impactos da poluição na saúde das populações, na biodiversidade e no desenvolvimento sustentável de Angola, defendendo maior responsabilidade dos cidadãos, instituições e empresas na preservação do ambiente.
Em declarações à Rádio NXT FM, por ocasião do Dia do Combate à Poluição, assinalado a 14 de Agosto, o ambientalista destacou a importância da data para sensibilizar a população sobre os efeitos da degradação ambiental e a necessidade de adoptar medidas para reduzir os níveis de poluição.
Rafael Lucas considerou que o comportamento humano constitui uma das principais causas da degradação ambiental, apontando entre os factores o crescimento urbano desordenado, a deposição inadequada de resíduos, a queima de lixo e as queimadas florestais.
Acrescentou ainda as emissões provenientes de veículos e indústrias, o uso excessivo de produtos químicos na agricultura e a exploração descontrolada dos recursos naturais como factores que contribuem para o agravamento da poluição.
“A poluição representa, na verdade, uma das principais ameaças à saúde humana, à biodiversidade, aos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável”, afirmou, acrescentando que o fenómeno afecta directamente a qualidade de vida das populações e pode comprometer o futuro das próximas gerações.
O ambientalista considerou que Angola continua a enfrentar desafios significativos na gestão dos resíduos, apesar das políticas públicas adoptadas no domínio ambiental.
Entre os principais problemas, apontou o descarte indiscriminado de plásticos, as queimadas, a poluição de rios, praias e zonas costeiras, a exploração desordenada dos recursos naturais e a limitada cultura de separação e reciclagem de resíduos.
Rafael Lucas defendeu, por isso, o reforço das acções de sensibilização ambiental e apelou à sociedade para assumir a preservação da natureza como uma responsabilidade colectiva.
“Quero, enquanto líder de uma organização de defesa da natureza, apelar a toda a sociedade angolana para que transforme a protecção do ambiente numa responsabilidade colectiva”, afirmou.
Para o ambientalista, o combate à poluição não deve ser atribuído apenas às autoridades, devendo envolver igualmente cidadãos, instituições e empresas.
“Preservar o ambiente é proteger a saúde pública, fortalecer a economia, conservar a biodiversidade e garantir um futuro mais sustentável para Angola”, concluiu.
