O advogado Dário Gaspar anunciou a intenção de avançar com uma acção judicial contra a UNITEL, na sequência da interrupção dos serviços de voz e dados registada desde as 02h00 do dia 28 de Julho de 2026, alegando que a situação causou prejuízos a consumidores e empresas em todo o país.
Na nota dirigida à UNITEL, com conhecimento ao Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), o jurista considera que a interrupção do serviço constitui uma violação das normas que regulam a continuidade e a qualidade dos serviços de telecomunicações em Angola.
Segundo Dário Gaspar, a falha afectou cidadãos angolanos, estrangeiros residentes e empresas, provocando constrangimentos nas actividades profissionais, comerciais e na comunicação entre os utilizadores.
No documento, o advogado solicita à operadora um esclarecimento oficial sobre as causas da interrupção e o prazo para a reposição integral dos serviços, bem como uma compensação proporcional pelo período em que os clientes estiveram sem acesso às comunicações.
O jurista defende ainda que os consumidores que comprovem prejuízos laborais ou comerciais devem ser indemnizados pelos danos sofridos em consequência da interrupção dos serviços.
Dário Gaspar afirma que, caso não haja uma resposta satisfatória, pretende avançar com uma acção judicial contra a operadora, alegando responsabilidade civil pelos prejuízos causados aos utilizadores.
O advogado apelou igualmente aos clientes afectados para relatarem os prejuízos sofridos, com vista à eventual constituição de um processo judicial.
Até ao momento, a UNITEL não se pronunciou sobre a iniciativa anunciada pelo advogado, para além do comunicado anteriormente divulgado sobre a indisponibilidade dos serviços. Também não é conhecido qualquer posicionamento oficial do INACOM relativamente ao anúncio da eventual acção judicial.
