O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apresentou um conjunto de propostas estruturadas com vista à redução do preço do gasóleo em Angola, defendendo a necessidade de reformas profundas no sector energético e económico do país.
Segundo o político, o actual nível dos preços dos combustíveis resulta de fragilidades estruturais ligadas à dependência da importação de derivados, à limitada capacidade de refinação interna e à ausência de mecanismos eficazes de estabilização económica.
Entre as medidas apresentadas, destaca-se a criação de uma rede nacional de mini-refinarias modulares, que, segundo defende, permitiria aumentar a produção local de combustíveis e reduzir a dependência externa, contribuindo para a soberania energética.
O dirigente político propõe igualmente a criação de um fundo de estabilização do combustível, destinado a mitigar os impactos das flutuações do mercado internacional sobre os preços internos.
Consta ainda das propostas a introdução de um mecanismo de indexação salarial gradual ao custo de vida, com o objectivo de reduzir o impacto da inflação sobre o rendimento das famílias.
Adalberto Costa Júnior defende também a priorização do transporte público, através do investimento em autocarros urbanos e interurbanos subsidiados, bem como a liberalização controlada do sector energético com regulação independente.
Entre outras medidas, aponta a reindustrialização do sector petrolífero, o reforço de apoios directos às famílias vulneráveis e a modernização da cadeia logística de distribuição de combustíveis e bens essenciais.
O político sugere ainda a implementação de um plano nacional para maximizar o valor do petróleo no mercado interno, bem como subsídios direccionados ao transporte de bens alimentares essenciais, de forma a conter o impacto do aumento do gasóleo nos preços dos produtos da cesta básica.
Adalberto Costa Júnior cita igualmente experiências internacionais de países produtores de petróleo que, segundo afirma, conseguiram melhorar a eficiência do sector energético através de reformas estruturais e diversificação da refinação.
O líder da UNITA conclui que a resolução do problema dos combustíveis em Angola exige não apenas ajustes de preços, mas uma transformação estrutural do modelo económico, com foco na produção interna e na melhoria das condições de vida da população.
