Adalberto Costa Júnior defende integração económica africana e investimento no conhecimento

O líder da oposição angolana, Adalberto Costa Júnior, defendeu a necessidade urgente de os Estados africanos investirem de forma séria no sector da educação e na industrialização das economias locais, visando estancar a exportação contínua de matérias-primas e a importação da pobreza.

Numa reflexão partilhada nas redes sociais sob o lema “Há Soluções”, o político sublinhou que o desenvolvimento sustentável do continente africano assenta obrigatoriamente num triângulo estruturante composto pela Democracia, Boa Governação e Conhecimento, e apelou à valorização da agricultura, da ciência, da tecnologia e do talento da juventude.

Para o político, a edificação de um futuro próspero e seguro passa, necessariamente, pela devolução do Estado ao cidadão, um processo de pormenor que exige a efectiva independência dos tribunais, a garantia de uma imprensa livre e plural, bem como a realização de processos eleitorais transparentes e justos.

Adalberto Costa Júnior criticou o actual figurino geopolítico da região, afirmando que a África não pode continuar a ser vista como um arquipélago de 55 ilhas isoladas, marcado por mercados fragmentados, barreiras alfandegárias restritivas e impedimentos à livre circulação de pessoas e bens na casa-mãe.

O líder partidário apontou a integração económica continental não como uma opção facultativa, mas sim como um imperativo de sobrevivência para as Nações africanas. Nesse sentido, defendeu a aceleração da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) e a construção de corredores logísticos que interliguem o Oceano Índico ao Oceano Atlântico.

O político concluiu lembrando que a consolidação da referida área de livre comércio representará a abertura de um mercado estratégico de 1,3 mil milhões de pessoas. Este bloco comercial de pormenor constitui uma oportunidade única para alavancar a industrialização regional, potenciar o comércio intra-africano e dar resposta às legítimas ambições de crescimento global do continente.

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